A Polícia Civil do Estado de São Paulo pediu nesta quinta-feira (21) a prisão preventiva da mãe do menino de 2 anos que chamou atenção após a criança expelir preservativos em uma creche de Cerquilho. A mulher, de 26 anos, estava em prisão domiciliar, mas foi flagrada descumprindo a medida determinada pela Justiça.
Imagens obtidas pela investigação mostram a mulher embarcando em um carro na Rua Doutor Soares Hungria, na região central da cidade. Ela aparece acompanhada de outra mulher ainda não identificada.
A mãe foi presa no dia 14 de abril depois que o filho apresentou dificuldades para evacuar e eliminou preservativos no banheiro da creche. A situação foi denunciada pela direção da unidade às autoridades, que resgataram a criança e prenderam a mulher em flagrante.
Após a concessão da prisão domiciliar, a Polícia Civil passou a monitorar a investigada. Segundo a corporação, imagens de câmeras de segurança e até drones registraram o momento em que ela deixou o imóvel, violando as regras impostas pela Justiça.
Com base no material reunido, os investigadores solicitaram a revogação do alvará de soltura e a prisão preventiva da mulher.
A polícia informou ainda que ela já havia sido denunciada anteriormente por maus-tratos contra os três filhos, de 2, 4 e 8 anos. As crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.
As investigações tentam esclarecer se o menino de 2 anos foi vítima de abuso ou se ingeriu os preservativos dentro de casa por falta de cuidados da responsável. Segundo a polícia, a residência apresentava condições precárias, sem água, alimentação adequada e com sinais de sujeira extrema.
O caso é investigado por maus-tratos, estupro de vulnerável e desacato na delegacia de Cerquilho.
Conselho Tutelar também virou alvo de investigação
A Polícia Civil abriu ainda um inquérito para apurar possível negligência, prevaricação e abuso de autoridade envolvendo conselheiras tutelares que atuaram no caso.
Segundo a investigação, as conselheiras estiveram na creche e registraram o ocorrido, mas teriam orientado funcionários a descartarem materiais que poderiam servir como prova. Funcionários da unidade, porém, mantiveram o local preservado, permitindo a coleta de evidências pela perícia.
A polícia também questiona a decisão das conselheiras de impedirem que a professora e a diretora acompanhassem a criança até o hospital.
Outro ponto investigado é o fato de o menino ter sido devolvido à mãe após o atendimento médico, mesmo, segundo a polícia, ela apresentando sinais aparentes de descontrole emocional.
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