O gesseiro Vitor Hugo De Assis, de 27 anos, foi executado com vários tiros de pistola 9 mm na noite desta quinta-feira (28), no bairro Ana Célia, em São José do Rio Preto. O principal suspeito é o ex-companheiro da namorada da vítima, que não aceitava o novo relacionamento. A jovem já tinha medida protetiva contra o agressor.
O crime aconteceu por volta das 20h25, na frente de um condomínio residencial, e foi presenciado por várias testemunhas. De acordo com os relatos, a namorada da vítima, uma dona de casa de 24 anos, tinha saído com a filha pequena para comprar um doce em um supermercado da região.
No caminho, o ex-companheiro da jovem, de 23 anos, apareceu de surpresa. Ao ver a mulher acompanhada do novo namorado, ele ficou enfurecido e começou a fazer ameaças de morte.
Executado dentro do carro
Vitor Hugo estava sentado no banco do motorista de seu Renault Logan quando o assassino desceu de um Toyota Corolla preto já com a pistola em punho. Desesperada, a jovem chegou a implorar pela vida do namorado, mas o criminoso ignorou os apelos e disparou diversas vezes contra o gesseiro.
Uma vizinha do condomínio, que é técnica em enfermagem, correu para prestar os primeiros socorros a Vitor logo após os disparos. Uma equipe do SAMU foi acionada rapidamente, mas o médico da ambulância constatou que o jovem morreu ainda dentro do veículo, antes mesmo de receber atendimento hospitalar.
Perseguição e coronhadas na cabeça
Logo após balear o gesseiro, o assassino começou a perseguir a ex-namorada. A jovem correu para dentro do condomínio para tentar se salvar, mas foi alcançada pelo agressor, que passou a desferir várias coronhadas violentas contra a cabeça dela.
Após a sessão de espancamento, o criminoso fugiu do local de carro e permanece foragido. A mulher foi socorrida pelo SAMU e levada para a UPA Norte, onde precisou levar pontos na cabeça devido aos cortes provocados pelas coronhadas.
Histórico de violência doméstica
A Polícia Militar isolou a cena do crime até a chegada da Polícia Civil e da perícia técnica. Durante o registro da ocorrência, o delegado plantonista constatou que o acusado e a jovem tiveram um relacionamento de seis anos e têm uma filha juntos.
A vítima sobrevivente já havia denunciado o ex-companheiro por violência doméstica em ocasiões anteriores e possuía uma medida protetiva ativa que proibia o agressor de se aproximar dela. O caso foi registrado oficialmente como homicídio e lesão corporal, e as forças de segurança fazem buscas na região para localizar o assassino.
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