Uma mulher de 64 anos foi presa em flagrante após o próprio filho ser encontrado vivendo em condições consideradas desumanas dentro de uma residência em Goiás. O caso veio à tona depois de uma denúncia feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu na sexta-feira (15) e foi mantida após audiência de custódia. Durante o depoimento, a acusada permaneceu em silêncio, conforme informou a defesa.
As investigações apontam que a vítima sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), ficou acamada, sem movimentos e com dificuldades na fala. Ainda de acordo com a polícia, o nome do pai não consta no registro do homem.
Equipes da Polícia Civil e da rede de assistência social foram até o imóvel após a denúncia e encontraram a vítima em situação extremamente precária.
Segundo a investigação, o homem passava grande parte do dia amarrado pelos braços e pelas pernas, inclusive quando permanecia sozinho na casa. Os policiais identificaram marcas nos punhos e tornozelos compatíveis com contenção prolongada, além de extrema debilidade física e falta de higiene.
A polícia informou ainda que a vítima recebia alimentação irregular e dormia em uma área externa improvisada, ficando exposta ao frio, vento e chuva.
Vídeos enviados à Polícia Civil também mostrariam a acusada submetendo o filho a sofrimento psicológico. Em um dos registros, segundo a corporação, ela aparece dizendo frases ofensivas e desejando a morte da vítima.
O homem foi retirado da residência, recebeu atendimento médico e foi acolhido pela rede de proteção social.
A mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de tortura e maus-tratos. A Polícia Civil também pediu a prisão preventiva diante da gravidade do caso e da existência de denúncias anteriores envolvendo a mesma vítima.
A Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que atuou na audiência de custódia, cumprindo sua função legal e constitucional, mas não comentará o caso.
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