Uma curtida em uma foto nas redes sociais terminou em um crime violento no Vale do Paraíba. Um homem de 27 anos morreu após ser atacado com golpes de tijolo na cabeça em Pindamonhangaba, na noite de quarta-feira (20). Dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos horas depois.
A vítima foi identificada como Alex Augusto de Oliveira da Silva. O crime aconteceu no Residencial Vista Alegre, na rua Vicente Moreira.
Segundo a Polícia Civil, a motivação do ataque seria uma curtida feita por Alex em uma foto publicada pela irmã de um dos menores envolvidos.
A Polícia Militar foi acionada pelo Copom para atender uma ocorrência de agressão. Quando as equipes chegaram ao local, o Samu já havia confirmado a morte da vítima.
Testemunhas contaram que Alex foi cercado pelos dois adolescentes. Um deles teria usado um tijolo para atingir a cabeça da vítima com violência.
O caso provocou revolta no bairro pela forma como tudo aconteceu e pela motivação considerada banal pelos investigadores.
Depois do homicídio, os adolescentes desapareceram. Mas, durante o registro da ocorrência, outra equipe da PM foi chamada para atender uma denúncia de ameaça na Travessa Vicente Moreira.
No local, havia uma multidão tentando agredir os acusados. A mãe de um dos adolescentes informou aos policiais que populares queriam linchar os dois menores por causa da morte de Alex.
Os adolescentes foram localizados, apreendidos e levados para a delegacia.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, durante a abordagem, os dois teriam admitido participação na agressão motivada pela curtida na rede social.
Já na delegacia, um dos menores negou envolvimento no homicídio. O outro permaneceu em silêncio.
O tijolo apontado como arma do crime foi recolhido pela perícia. O celular da vítima também foi apreendido e deve passar por análise.
A Polícia Civil investiga agora se houve discussão antes do ataque, qual foi a participação de cada adolescente e se o crime foi planejado.
Os dois menores foram apreendidos por ato infracional análogo ao crime de homicídio. O caso foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude e para a Fundação Casa.
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