O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou há alguns dias uma operação para capturar Nicolás Maduro, segundo relatos de autoridades norte-americanas. A ação teria sido executada por militares da Força Delta do Exército, com base em informações de inteligência fornecidas pela CIA, que recebeu aval para conduzir atividades secretas dentro da Venezuela meses antes. Um senador republicano afirma que o líder venezuelano foi preso e será levado aos Estados Unidos para responder a acusações criminais. Até a manhã deste sábado (3), o paradeiro exato de Maduro não havia sido oficialmente confirmado.
De acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, a localização do presidente venezuelano foi rastreada por agentes de inteligência norte-americanos. A autorização presidencial para a operação ocorreu após a ampliação das ações clandestinas da CIA no país vizinho, medida adotada ainda durante o atual mandato de Trump.
A informação sobre a prisão foi divulgada por um senador do Partido Republicano, que diz ter conversado diretamente com o secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo ele, Maduro foi detido para ser julgado em território norte-americano. O governo dos Estados Unidos, até o momento, não detalhou publicamente as circunstâncias da captura nem o cronograma de transferência.
A ofensiva ocorre em meio a um histórico de acusações formais feitas por Washington contra o governo venezuelano. Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, o Departamento de Justiça dos EUA enquadrou Maduro por narco-terrorismo. À época, o então procurador-geral William Barr afirmou que o regime venezuelano estaria envolvido em esquemas de criminalidade e corrupção de grande escala.
Segundo as autoridades norte-americanas, as acusações sustentam que, por mais de duas décadas, Maduro e integrantes do alto escalão do governo teriam atuado em conjunto com a guerrilha colombiana das FARC para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos, com impactos diretos sobre comunidades americanas.
Em resposta às acusações, o presidente venezuelano adotou discurso de confronto e chegou a se referir a Trump como “vaqueiro racista”. O clima de tensão se agravou após questionamentos internacionais sobre o resultado da última eleição presidencial na Venezuela, vencida por Maduro, o que levou a novas denúncias de fraude eleitoral.
Desde então, a administração Trump intensificou a pressão econômica e militar sobre Caracas. Em agosto de 2025, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, reforçando a estratégia de isolamento do regime.
O caso é acompanhado de perto por governos e mercados da América Latina, incluindo o Brasil, diante do potencial impacto político, diplomático e regional de uma eventual transferência e julgamento do líder venezuelano em solo norte-americano.

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