Um homem de 28 anos morreu na noite de sexta-feira (2) após resistir a uma abordagem do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) em uma estrada vicinal de Araçatuba, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o suspeito apontou uma arma de fogo contra os policiais durante a ação, que terminou com disparos e a constatação do óbito no local.
A ocorrência foi registrada por volta das 22h na estrada vicinal Caran Rezek, logo após a rotatória sob o pontilhão da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), no sentido da rua Marcílio Dias ao bairro Engenheiro Taveira. O homem foi identificado como Roger Leoni Bravo Rodrigues, conhecido como “Bin Laden”.
De acordo com o relato policial, equipes do BAEP realizavam patrulhamento quando receberam a informação de que o suspeito estaria conduzindo um GM Celta prata pela via, possivelmente armado e transportando grande quantidade de drogas. O veículo foi localizado e passou a ser acompanhado. Durante a tentativa de abordagem, o motorista teria acelerado e, em seguida, freado bruscamente, parando no meio da estrada.
A viatura desviou para a esquerda e interceptou a frente do carro. Ao desembarcarem, os policiais ordenaram que o condutor saísse do veículo. Ainda segundo a corporação, o suspeito teria apontado uma arma de fogo na direção da equipe. Três policiais efetuaram disparos para se defender, totalizando oito tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte no local.
A área foi isolada e passou por perícia por mais de duas horas, com acompanhamento da Polícia Civil. O Instituto de Criminalística apreendeu uma pistola Taurus calibre .380 com numeração raspada. A análise inicial indicou a presença de um projétil obstruindo o cano da arma, o que teria impedido um disparo, além de dez munições intactas no carregador.
No interior do veículo, os peritos localizaram um telefone celular e duas porções de maconha prensadas, em formato de tijolos, posicionadas no assoalho do passageiro, próximas à arma. O trânsito na estrada permaneceu interditado por mais de três horas. Após a meia-noite, o corpo foi removido por uma funerária e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Exames preliminares apontaram lesões por disparos nos braços e no tórax.
Por volta de 1h30, o GM Celta foi retirado do local por um guincho, escoltado por equipes do BAEP, enquanto os trabalhos periciais ainda estavam em andamento. A ocorrência foi apresentada no plantão policial. O delegado responsável entendeu, em análise inicial, que os policiais agiram em legítima defesa. As armas utilizadas foram recolhidas para perícia, e um inquérito será instaurado para apurar os fatos.
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