Uma relação construída pela internet terminou em prejuízo para um morador da região. Um pedreiro de 72 anos procurou a Polícia Civil depois de perder R$ 3,6 mil em um golpe que começou com mensagens de uma suposta oficial do Exército dos Estados Unidos e terminou com pedidos de dinheiro para liberar uma encomenda que nunca existiu.
O caso foi registrado como estelionato no Plantão Policial nesta quarta-feira. Segundo o relato da vítima, tudo começou após conhecer pela internet uma mulher que dizia ser cidadã americana e integrante das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Com o passar das semanas, os dois passaram a trocar mensagens com frequência. A conversa constante criou uma relação de confiança entre a vítima e a suposta militar.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher enviou documentos e informações pessoais que aparentavam ser verdadeiros. O material apresentado ajudou a convencer o idoso de que estava lidando com uma pessoa real.
Depois de ganhar a confiança da vítima, a suposta militar solicitou dados pessoais, entre eles número de telefone e comprovante de residência. A justificativa era de que enviaria ao Brasil uma encomenda registrada em nome do pedreiro.
Dias mais tarde, o homem recebeu a informação de que o pacote teria sido retido pela alfândega brasileira. Os responsáveis pelo contato alegaram que a encomenda continha dinheiro e que seria necessário pagar taxas para liberar o envio.
Acreditando que a situação era legítima, o pedreiro realizou duas transferências via Pix, cada uma no valor de R$ 1,8 mil. O prejuízo chegou a R$ 3,6 mil.
Após os pagamentos, novas cobranças começaram a ser feitas. Desta vez, os golpistas passaram a exigir mais R$ 10 mil para dar continuidade ao suposto processo de liberação da encomenda.
Foi nesse momento que a vítima passou a desconfiar da história. Sem condições de realizar o novo pagamento e percebendo inconsistências nas solicitações, o homem concluiu que poderia estar diante de uma fraude.
Os valores foram transferidos para contas bancárias identificadas no registro policial. Após buscar orientação jurídica, a vítima foi aconselhada a registrar a ocorrência e tentar recuperar o dinheiro por meio dos procedimentos disponíveis junto às instituições financeiras.
A Polícia Civil ouviu o pedreiro e iniciou a apuração do caso. O objetivo é identificar os responsáveis pelas transferências e esclarecer toda a dinâmica da fraude.
O episódio chama atenção para um tipo de golpe que tem se tornado cada vez mais frequente em redes sociais e aplicativos de mensagens. Criminosos criam perfis falsos, constroem vínculos de confiança com as vítimas e, posteriormente, utilizam histórias envolvendo presentes, heranças, encomendas internacionais ou situações emergenciais para solicitar transferências bancárias.
O caso segue sob investigação. A orientação das autoridades é que qualquer pedido de dinheiro relacionado à liberação de encomendas, especialmente quando feito por pessoas conhecidas apenas pela internet, seja tratado com cautela. Em situações suspeitas, a recomendação é interromper o contato, verificar as informações por canais oficiais e procurar a polícia para registrar a ocorrência.
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