Polícia Civil prende professor suspeito de exploração sexual de menores em Birigui

 

Foto: Ilustrativa

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), prendeu preventivamente um professor de 26 anos na última sexta-feira (10), em Birigui. O docente é investigado por crimes de exploração sexual infantil, que incluem o armazenamento de pornografia de menores, aliciamento, assédio virtual e suspeita de coação durante o processo investigativo.

Dinâmica do crime e abordagem das vítimas

As investigações apontam que o suspeito utilizava sua função profissional para ganhar a confiança de adolescentes, a maioria com idades entre 12 e 15 anos. Através de redes sociais e aplicativos de mensagens, o homem estabelecia proximidade com os alunos para solicitar fotos e vídeos de teor íntimo.

De acordo com o inquérito, o investigado mantinha conversas simultâneas com diversas vítimas. Em alguns casos, ele chegava a oferecer dinheiro para incentivar o envio do material pornográfico. A polícia identificou um padrão de comportamento baseado na aproximação gradual e no abuso da autoridade que exercia como educador.

Provas e perícia digital

O caso começou a ser apurado após o registro de dois boletins de ocorrência. Durante as diligências, o professor entregou seu aparelho celular à polícia. Mesmo com a tentativa de apagar os registros, a perícia técnica conseguiu recuperar:

  • Mensagens com pedidos recorrentes de conteúdo sexual;
  • Arquivos de pornografia infantil armazenados;
  • Comprovantes de transferências financeiras feitas às vítimas.
Desdobramentos judiciais

Além dos crimes sexuais, o homem é investigado por tentar interferir no andamento das apurações, o que fundamentou o pedido de prisão preventiva. A medida visa garantir a ordem pública e proteger as testemunhas e vítimas envolvidas.

O inquérito policial prossegue sob responsabilidade da DDM de Birigui. A unidade trabalha agora para identificar se outras crianças ou adolescentes foram vítimas do suspeito. O processo corre sob sigilo para preservar a identidade dos menores envolvidos.

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