Operação Persecutio: Polícia Civil combate ataques virtuais contra família de vítima de feminicídio

 

Foto: Divulgação

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) deflagrou, nesta segunda-feira (13), uma operação interestadual para desarticular um grupo suspeito de promover ataques cibernéticos e ameaças contra familiares de uma vítima de feminicídio. A ofensiva, coordenada pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), cumpre mandados de busca e apreensão em municípios de São Paulo, Minas Gerais e Pará.

Alvos e abrangência da investigação

A investigação foca em oito suspeitos, sendo cinco mulheres e três homens. Até o momento, uma prisão foi efetuada no estado de Minas Gerais. As ordens judiciais abrangem as seguintes localidades:

  • São Paulo: Presidente Prudente.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte, Bicas, Ibirité e Juiz de Fora.
  • Pará: Ananindeua.
A ação foi solicitada pela Delegacia Seccional de Casa Branca, após o Noad rastrear indícios de crimes cometidos em plataformas digitais. O objetivo principal é a apreensão de celulares, computadores e dispositivos de armazenamento para identificar a autoria e a extensão das condutas criminosas.

Origem do caso e escalada das ameaças

O inquérito está vinculado a um crime de feminicídio ocorrido em julho de 2023, em Hortolândia (SP). Na ocasião, a vítima tinha 15 anos. Pouco tempo após o assassinato, dois adolescentes foram apreendidos por envolvimento no caso.

De acordo com o Noad, desde o crime, os familiares da jovem passaram a ser alvo de ataques sistemáticos. As ações incluíam:

  1. Envio de e-mails com conteúdos ofensivos.
  2. Publicações de deboche em redes sociais.
  3. Ameaças diretas de violência.
A Polícia Civil decidiu pela intervenção imediata após identificar uma escalada na gravidade e na frequência das mensagens, o que configurou um risco contínuo à integridade psicológica e física dos familiares.

Próximos passos

Todo o material digital recolhido durante a Operação Persecutio passará por perícia técnica. Os dados extraídos servirão como prova para fundamentar o indiciamento dos envolvidos e verificar se há uma rede estruturada para a prática de crimes de ódio e perseguição virtual (stalking) contra vítimas de crimes violentos.

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