A Corte de Apelação de Londres, no Reino Unido, decidiu que não é possível determinar qual de dois irmãos gêmeos idênticos é o pai de um bebê concebido após a mãe manter relações com ambos em um intervalo de quatro dias. Exames de DNA confirmaram que o genitor é um dos dois, mas não permitem identificar qual deles.
O caso chegou à instância superior após a mãe e um dos irmãos recorrerem de uma decisão anterior que havia registrado o outro gêmeo como pai na certidão de nascimento da criança. Eles pediram a revisão da responsabilidade parental.
De acordo com o presidente da Corte de Família, Sir Andrew McFarlane, não há meios de estabelecer a paternidade além de afirmar que o pai é um ou outro dos irmãos. A juíza Madeleine Reardon destacou que ambos tiveram relações com a mãe no período fértil, o que resulta em probabilidade igual de 50% para cada um.
Na decisão, o tribunal avaliou que manter a responsabilidade parental atribuída a apenas um dos irmãos, sem comprovação definitiva, não atende ao melhor interesse da criança. Com isso, foi determinada a suspensão temporária dessa responsabilidade até que haja novos elementos.
O julgamento foi realizado de forma remota em 20 de março, após audiências ocorridas em novembro de 2025. O processo segue em andamento e tramita sob sigilo, sem divulgação dos nomes das partes envolvidas.
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