Uma idosa denunciou ter sido prejudicada após pagar R$ 25 mil à vista por uma casa pré-fabricada de madeira que não foi entregue, no Paraná. Sem a moradia prometida, ela passou a viver em um contêiner improvisado no terreno onde a construção deveria ter sido concluída até 18 de fevereiro.
Com mobilidade reduzida, em razão da amputação de uma das pernas e de uma fratura recente após queda de escada, a vítima vendeu a antiga residência para evitar barreiras físicas. Segundo relato, a decisão foi tomada para garantir melhores condições de acessibilidade, mas a nova moradia não foi entregue. “Eu comprei, paguei. Não estou pedindo nada pra ninguém!”, afirmou.
De acordo com o filho da vítima, as tentativas de contato com a empresa responsável não têm retorno, apesar de o estabelecimento seguir oferecendo serviços a outros clientes. A família avalia adotar medidas judiciais diante da situação.
Enquanto aguarda uma solução, a idosa utiliza o contêiner, que inicialmente serviria de apoio para operários, para guardar itens básicos como geladeira e cama. No endereço informado em contrato, o imóvel da empresa permanece fechado. Vizinhos relataram que outras pessoas já estiveram no local em busca de esclarecimentos sobre casos semelhantes.
A proprietária do imóvel onde a vítima morava concedeu prazos adicionais para a desocupação, mas a permanência não pode ser mantida. “Já até passou do prazo pra entregar a casa. Ela é muito gente boa, deixou eu ficar. Só que agora não dá mais”, relatou.
A Polícia Civil informou que deve ouvir o depoimento da vítima. Até o fechamento desta matéria, a empresa citada não havia se manifestado.
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