Mulher é presa após matar e decapitar companheiro em Itaquaquecetuba

 

Imagem: Reprodução

ITAQUAQUECETUBA – Uma mulher de 24 anos foi presa em flagrante pelas polícias Civil e Militar, nesta segunda-feira (30), acusada de matar e decapitar o companheiro, de 32 anos, em Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de São Paulo. Paula Ellen Neves da Silva confessou o crime contra Daniel dos Santos, com quem mantinha um relacionamento há dois meses. A motivação seria um suposto abuso sexual cometido pela vítima contra um dos filhos da agressora.

​Dinâmica do crime e limpeza da cena

​De acordo com o boletim de ocorrência, o homicídio ocorreu após o casal consumir álcool e drogas com um amigo durante a noite. A acusada relatou aos policiais que fingia dormir no chão da sala quando flagrou Daniel abrindo a fralda de seu filho.

​Nesse momento, Paula reagiu e desferiu golpes de faca contra o homem, que estava no sofá. Durante a luta, a vítima tentou se defender utilizando uma faca de serra, chegando a ferir a mão da mulher. Após o assassinato, a acusada decapitou o companheiro, guardou a cabeça em uma mochila e arrastou o corpo para o banheiro. Na sequência, ela lavou a arma do crime e tentou limpar o sangue espalhado pelo imóvel.

​Confissão e envio de imagens

​A própria autora comunicou o crime a familiares, incluindo o ex-marido, a mãe e o irmão. Para comprovar o ato, a acusada enviou fotos e vídeos do corpo desmembrado via mensagens de celular.

​Em depoimento à polícia, a mãe de Paula afirmou que a filha possui histórico de envolvimento com entorpecentes. As mídias enviadas pela acusada foram entregues aos investigadores e integradas ao inquérito.

​Procedimentos judiciais

​O caso foi registrado na delegacia local sob as seguintes tipificações:

  • Homicídio
  • Ocultação de cadáver
  • ​Fraude processual (pela tentativa de limpar a cena do crime)

​A autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. Segundo o delegado responsável, os elementos colhidos até o momento são insuficientes para sustentar a tese de legítima defesa, mantendo a necessidade da custódia judicial da acusada.

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