Mulher é presa acusada de matar marido após discussão por wi-fi

 

Foto: Reprodução

Uma mulher de 32 anos foi presa acusada de matar o próprio marido com um disparo de espingarda após uma discussão dentro de casa, na zona rural de Cafelândia. O crime ocorreu no dia 12 de março, e a prisão foi autorizada cerca de duas semanas depois, na sexta-feira (27), após avanço das investigações. O caso, registrado no oeste do Paraná, tem gerado repercussão em cidades do interior paulista devido à gravidade e às circunstâncias apontadas pela polícia.

De acordo com a Polícia Civil, a discussão teria começado por um problema no funcionamento do wi-fi da residência. A vítima, um homem de 44 anos, teria se recusado a consertar o equipamento, o que desencadeou o conflito. Durante o desentendimento, a mulher teria efetuado um disparo com uma espingarda. Em seguida, ainda tentou atirar novamente, mas a arma falhou.

Inicialmente, a acusada afirmou que o marido havia sido atingido acidentalmente ao manusear a arma. No entanto, a versão passou a ser contestada após análise técnica e coleta de depoimentos. Peritos da Polícia Científica identificaram ausência de vestígios compatíveis com disparo a curta distância, o que enfraquece a hipótese de acidente.

Outro ponto considerado relevante pela investigação foi a trajetória do tiro. A vítima era destra e foi atingida no braço esquerdo, circunstância apontada como improvável em um disparo autoinfligido. Além disso, a polícia informou que houve alteração na cena do crime, com mudança na posição da arma após o ocorrido.

O filho do casal, de 13 anos, presenciou o episódio e relatou a familiares que a mãe teria sido a autora do disparo. O adolescente está sob cuidados de parentes e recebe acompanhamento do Conselho Tutelar.

Testemunhas ouvidas durante o inquérito relataram histórico de conflitos frequentes entre o casal. Segundo a polícia, havia registros informais de comportamento agressivo no ambiente doméstico. Familiares da vítima também procuraram a delegacia para questionar a versão inicial apresentada pela mulher.

A acusada está detida na cadeia pública de Palotina e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil. Em nota, a defesa afirmou que existem elementos que contrariam a linha investigativa, classificou a prisão como precipitada e destacou que a acusada colaborou com as autoridades, não possui antecedentes criminais e tem residência fixa. Os advogados afirmam que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo judicial.

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