Uma médica de 30 anos sofreu uma tentativa de estupro na madrugada deste domingo (22), enquanto realizava um atendimento na UPA Vila Santa Catarina, na Zona Sul de São Paulo. Um homem de 31 anos foi preso após o ataque, que ocorreu por volta das 5h dentro do consultório da unidade de saúde.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o acusado, identificado como Guilherme Henrique Moura, procurou atendimento médico alegando estar em crise de ansiedade. Antes de ser chamado, ele entrou por conta própria na sala da médica e solicitou ser atendido por ela, afirmando já ter sido assistido anteriormente pela profissional.
Segundo o boletim de ocorrência, durante a consulta, o homem passou a fazer declarações de cunho sexual e afirmou que queria “se aliviar” no local. A médica recusou o pedido e tentou encerrar o atendimento. No momento em que se levantou para deixar a sala, foi surpreendida pelo paciente, que a agarrou pelo pescoço, impedindo sua saída.
A vítima reagiu com um chute e um soco, enquanto gritava por socorro. Um segurança da unidade ouviu os gritos, foi até o consultório e encontrou o homem em contato físico com a médica. Ele conseguiu conter o acusado até a chegada da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que foi acionada para atender a ocorrência.
Aos agentes, o acusado afirmou que pretendia “se aliviar” com a médica e declarou sofrer de depressão e ansiedade. Em depoimento, disse ainda que faz uso de entorpecentes e que não se recordava das falas ou da agressão, atribuindo o comportamento ao uso de cocaína.
O boletim de ocorrência aponta que o homem possui registros anteriores por importunação sexual e atos obscenos. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que, ao chegarem ao local, os agentes da GCM encontraram o acusado já contido. Já a Secretaria Municipal da Saúde declarou que prestou acolhimento imediato à médica e está oferecendo todo o suporte necessário. A pasta também lamentou o ocorrido e reforçou que não tolera qualquer forma de violência.
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