Um avião de vigilância aérea dos Estados Unidos foi destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no domingo (29). A ofensiva, realizada com mísseis e drones, deixou ao menos 12 militares americanos feridos, sendo dois em estado grave, segundo informações divulgadas por veículos internacionais.
A aeronave atingida é um E-3 Sentry, modelo estratégico utilizado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares. Imagens verificadas por agências internacionais mostram o avião com danos severos, partido ao meio após o impacto.
O E-3 integra o sistema AWACS (Alerta e Controle Aerotransportado), responsável por detectar e rastrear aeronaves, drones e mísseis a longas distâncias. Cada unidade tem custo estimado em cerca de US$ 270 milhões, o que amplia o impacto financeiro da perda para a força aérea americana.
Além do avião de vigilância, outras aeronaves também foram atingidas na base, incluindo aviões de reabastecimento, segundo relatos da imprensa internacional. A instalação militar é utilizada pelas forças dos Estados Unidos na região e já havia sido alvo de ataques recentes.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de ações militares envolvendo o Irã e estruturas ligadas aos EUA no Golfo. Nas últimas semanas, ofensivas iranianas atingiram sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e aeronaves em bases localizadas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait.
A sequência de ataques é interpretada como resposta de Teerã à presença e às operações militares americanas na região. O aumento da tensão ocorre em uma área considerada estratégica para a produção e o transporte global de petróleo, com potencial impacto nos mercados internacionais e reflexos indiretos na economia brasileira, incluindo o interior paulista.
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