Uma adolescente de 16 anos que tem TDAH, dislexia, retardo mental e depressão foi vítima de estupro por dois adolescentes de 15 anos na noite de sexta-feira (27), em Araçatuba, no interior de São Paulo.
O pai da jovem, de 52 anos, deixou a filha em uma academia no Jardim Paulista por volta das 20h. No local, ela encontrou os dois menores, que já haviam estudado com ela.
Segundo o relato da vítima aos pais, os adolescentes pediram que ela fosse até uma esquina próxima para conversar. Acompanhada pelo dono da academia, ela foi ao ponto marcado, mas não encontrou os rapazes. Pouco depois, eles ligaram novamente e insistiram para que ela voltasse.
Quando a adolescente chegou ao local sozinha, os dois a ameaçaram de morte, a puxaram para um terreno baldio na Rua Floriano Peixoto e iniciaram os abusos. Eles rasgaram parte das roupas dela. Um dos menores a obrigou a praticar sexo oral. Houve também tentativa de conjunção carnal.
A jovem conseguiu se soltar, vestiu-se e telefonou para o pai. Nesse momento, os acusados fugiram. Apesar das limitações causadas pelos transtornos, ela voltou sozinha até a academia e esperou o pai buscá-la.
No sábado (28), a mãe da vítima, de 50 anos, foi à casa de um dos adolescentes para ouvir a versão dele. A mãe do menor disse que o filho já lhe causa vários problemas e afirmou que os atos teriam sido consentidos. Na mesma ocasião, o segundo adolescente estava na residência. Ele negou os fatos e disse apenas que a vítima “passava a mão nele” na academia, sem dar qualquer explicação consistente sobre a noite do crime.
A Polícia Civil abriu investigação na Delegacia de Defesa da Mulher de Araçatuba. Os agentes expediram guia para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Familiares da vítima informaram que o laudo constatou lesões na adolescente.
O boletim de ocorrência pede a apreensão dos dois menores e a concessão de medidas protetivas de urgência, porque um deles mora perto da casa da vítima. Até este domingo (1º), sem decisão judicial, os adolescentes permanecem em liberdade.
O caso será encaminhado ao Ministério Público e à Vara da Infância e Juventude. As investigações continuam.
Postar um comentário