Tentativa de assassinato com granada lançada por drone expõe nova tática do crime organizado no país

 

Imagem: Reprodução

Um empresário foi alvo de duas tentativas de homicídio com uso de granada lançada por drone em Itaberaí, no noroeste de Goiás. As ações ocorreram entre os dias 15 e 17 de janeiro. Três homens foram presos suspeitos de participação direta nos ataques. A Polícia Civil afirma que o grupo pretendia seguir com os atentados, o que levou à antecipação das prisões por risco iminente à vida da vítima.

As investigações apontam que os criminosos utilizaram drones para tentar lançar um artefato explosivo do tipo fragmentário, classificado como armamento de guerra, com alto poder letal em um raio de até 15 metros. O caso chama atenção de autoridades de segurança em todo o país, inclusive em São Paulo, pela sofisticação do método empregado e pelo uso de tecnologia em crimes violentos.

Na primeira tentativa, em 15 de janeiro, o drone colidiu com o telhado da residência do empresário. A granada ficou presa ao equipamento e não foi detonada por falha técnica. Dois dias depois, os suspeitos retornaram ao local com um segundo drone, tentando resgatar o primeiro aparelho e o explosivo por meio de uma corda com gancho. O plano novamente falhou, e o segundo drone também caiu.

Segundo a polícia, o atentado está ligado a uma dívida superior a R$ 1 milhão relacionada à compra de sementes agrícolas. Após o empresário solicitar prazo para pagamento, as cobranças evoluíram de pressões indiretas para ameaças diretas, enviadas à vítima e a familiares. Mesmo após o primeiro ataque frustrado, os suspeitos continuaram as intimidações, anunciando novas ações.

Para dificultar a identificação, o grupo utilizava perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, além de números de telefone registrados em CPFs de terceiros. As mensagens eram enviadas de forma recorrente, indicando persistência na cobrança violenta.

Os três suspeitos foram presos em Mato Grosso. Dois foram detidos em Canarana, dentro de um veículo, enquanto retornavam em direção a Goiás. O terceiro foi localizado em Primavera do Leste. Durante as abordagens, a polícia apreendeu outra granada do mesmo modelo e uma pistola, o que reforçou a avaliação de que novos ataques estavam sendo planejados.

De acordo com a investigação, os presos atuavam como executores. A Polícia Civil apura a possível participação de um mandante, apontado como o real credor da dívida. O inquérito corre em segredo de Justiça, e as defesas dos detidos não foram localizadas.

Os suspeitos devem responder por tentativa de homicídio qualificado, extorsão e porte de artefato explosivo de uso restrito.

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