Uma operação realizada em Jundiaí neste mês identificou desvio ilegal de energia elétrica em uma fábrica de pequeno porte. A ação foi conduzida pela CPFL Piratininga, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Científica. Os responsáveis foram levados à delegacia, e o fornecimento de energia do imóvel foi interrompido.
Segundo a concessionária, a irregularidade estava oculta na estrutura elétrica da unidade. Técnicos constataram diferença relevante entre a carga que entrava no sistema e o volume registrado pelo medidor oficial, o que confirmou o consumo não faturado.
Após a confirmação, a polícia foi acionada no local. Foi registrado boletim de ocorrência e realizada perícia técnica para documentar a fraude. O imóvel teve o serviço suspenso conforme previsto em norma, e o caso passou a ser investigado.
Monitoramento e tecnologia
A fiscalização integra um programa contínuo da distribuidora para reduzir perdas comerciais, que incluem furtos e fraudes. O trabalho utiliza cruzamento de dados e ferramentas de análise que identificam padrões incomuns de consumo. A partir desses indícios, equipes são enviadas para verificação presencial.
Crime previsto em lei
O furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Também é feita a cobrança retroativa da energia consumida sem registro.
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, esse tipo de prática pode impactar o sistema elétrico. As ligações irregulares aumentam o risco de acidentes, prejudicam a estabilidade da rede e geram custos que acabam considerados nos processos de definição de tarifas.
Como denunciar
A concessionária informa que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo aplicativo ou pelo site da CPFL Energia. As informações recebidas são analisadas e podem resultar em novas inspeções.
A empresa afirma que as ações de fiscalização continuam em toda a área de concessão, incluindo cidades do interior paulista.
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