Uma idosa de 70 anos registrou uma denúncia de importunação sexual contra o próprio vizinho, de 45 anos, no Parque Santa Cândida, em Bauru, no interior de São Paulo. O homem é agente comunitário de saúde da rede municipal. O boletim de ocorrência, embora registrado anteriormente, só foi liberado à imprensa nesta sexta-feira (6).
De acordo com a Polícia Civil, o caso ocorreu em 19 de setembro de 2025, mas foi comunicado oficialmente cerca de uma semana depois. Na ocasião, a vítima informou que conhecia apenas o primeiro nome do suspeito, o que dificultou o andamento inicial das investigações.
No dia 24 de janeiro deste ano, a idosa retornou à delegacia com o nome completo do acusado e a informação de que ele atuava como agente comunitário de saúde do município. Com os novos dados, a polícia deu prosseguimento à apuração, mesmo sem situação de flagrante.
Segundo o registro policial, a vítima relatou que estava sozinha em casa quando o vizinho foi até sua residência informando que havia um pé de tangerina em sua casa, com frutos maduros em grande quantidade. Ele teria insistido para que ela fosse até o local para colher as frutas.
A idosa afirmou que aceitou o convite, mas, ao chegar ao imóvel, constatou que não havia pé de tangerina algum. Ainda conforme o relato, o homem permaneceu atrás dela durante todo o tempo e, em determinado momento, ela sentiu algo encostando em suas costas. Ao se virar, percebeu que o vizinho estava com o órgão genital exposto, tocando seu corpo.
O boletim de ocorrência aponta que a vítima ficou em estado de choque e sem reação imediata. Ela declarou ainda que o suspeito a obrigou a tocar em seu órgão genital. Após o ocorrido, a idosa retornou para casa e fez uso de medicamento calmante.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Bauru informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que o caso foi registrado e encaminhado à Coordenação de Políticas Públicas para a Saúde Integral, responsável pela supervisão dos agentes comunitários. Segundo a administração municipal, o servidor foi preventivamente afastado das atividades externas e o caso encaminhado à Corregedoria Municipal e aos demais órgãos competentes para apuração, com garantia do devido processo legal.
A Polícia Civil investiga o caso como importunação sexual.
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