Polícia Federal prende jovem em Bauru com substância de potencial explosivo e investiga plano de ataque; operação teve apoio do FBI

 

Foto: Divulgação

A Polícia Federal prendeu, em Bauru, no interior de São Paulo, um jovem de 18 anos acusado de manter ligação com uma organização extremista internacional e de preparar um possível ataque em território brasileiro. A detenção ocorreu na quinta-feira (29), durante uma operação autorizada pela Justiça Federal e realizada com apoio do Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos.

Durante as diligências, os agentes localizaram nitrato de ureia guardado em um armário de uso pessoal no local de trabalho do investigado. A substância tem aplicações industriais e agrícolas, mas também pode ser empregada de forma ilegal na fabricação de explosivos, o que levou ao monitoramento por órgãos de segurança. Outros materiais que, segundo a PF, poderiam ser utilizados na montagem de artefatos explosivos também foram recolhidos.

De acordo com a investigação, o acusado estaria em fase de preparação de um colete com carga explosiva, que poderia ser usado em um atentado. A apuração incluiu buscas na residência do jovem, coleta de dispositivos eletrônicos e autorização judicial para acesso a dados digitais e registros telemáticos.

Após a prisão, ele foi conduzido à delegacia da Polícia Federal em Bauru e, em seguida, transferido para local não divulgado, medida adotada para preservar o andamento das investigações.

A ação foi determinada pela 3ª Vara Federal do município, que também autorizou as demais medidas cautelares.

Em nota, a empresa Plasútil Indústria e Comércio de Plásticos informou que o jovem havia sido contratado em regime de experiência por 23 dias, por meio do sistema de cotas para pessoas com deficiência. A companhia declarou que a prisão ocorreu na residência do funcionário, por ordem judicial, e não nas dependências da fábrica. A empresa acrescentou que colaborou com os agentes durante as buscas realizadas em um armário de uso exclusivo do trabalhador.

A Polícia Federal informou que o inquérito segue em andamento para detalhar a origem dos materiais apreendidos, eventuais contatos no exterior e o alcance do planejamento investigado.

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Da Redação, Danilo Amaral

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