Empresário é preso em Cananéia após atuar como falso médico em UBS e realizar ultrassons

 

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso após se passar por médico e realizar exames de ultrassom.

Um empresário de 28 anos foi detido em flagrante em Cananéia, no litoral sul de São Paulo, após ser identificado atuando como falso médico dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O caso ocorreu na quarta-feira (7) e levou à abertura de investigação por suspeita de exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e risco à saúde de pacientes.

Segundo a Polícia Civil, o homem se apresentava como Wellington Augusto Mazini Silva e realizava exames de ultrassom, assinava documentos e utilizava registros de médicos habilitados sem possuir formação na área nem registro no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

A irregularidade foi descoberta quando um paciente questionou a atuação do suposto médico e comunicou a direção da unidade. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o empresário dentro da UBS, onde ele afirmava exercer a medicina. Ao ser questionado, não apresentou documentos que comprovassem habilitação profissional.

Na delegacia, Wellington citou números de registro que, após checagem, pertenciam a outros profissionais. Policiais também apreenderam carimbos médicos de terceiros, blocos de receituários e outros materiais durante revista em seu veículo e mochila. A Polícia Civil confirmou que o investigado pretendia receber cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos daquele dia.

Um dos atendimentos gerou alerta adicional após uma paciente relatar que o falso médico teria indicado ter localizado a vesícula biliar durante um exame, apesar de o órgão ter sido removido em cirurgia anterior.

A Prefeitura de Cananéia informou que todos os pacientes que passaram por exames de ultrassom na terça-feira (6) foram reconvocados para nova avaliação no dia 13 de janeiro, garantindo precisão diagnóstica e continuidade do atendimento.

A defesa de Wellington declarou que o caso está sob apreciação do Poder Judiciário e que o investigado colaborou com as autoridades desde o início. A Polícia Civil confirmou a lavratura do flagrante e solicitou a conversão da prisão em preventiva, além da quebra de dados telefônicos e telemáticos do aparelho apreendido para ampliar as investigações.

O Cremesp afirmou que ainda não recebeu notificação oficial sobre o caso e informou que denúncias podem ser encaminhadas por e-mail, Correios, presencialmente ou pelas delegacias regionais.

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Da Redação, Danilo Amaral

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