Polícia investiga nove mortes com características de execução em São Paulo

 

Foto: Divulgação

Nove mortes registradas na capital paulista em cerca de um mês chamaram a atenção pela forma como alguns corpos foram encontrados. A Polícia Civil apura os casos separadamente e, até agora, não encontrou indícios de uma mesma autoria.

Entre o início de setembro e os primeiros dias de outubro, a Polícia Civil investiga nove homicídios com características de execução em diferentes regiões de São Paulo.

A sequência provocou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um assassino em série. A Secretaria da Segurança Pública, porém, afirma que não há elementos que relacionem os crimes.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, as ocorrências apresentam diferenças entre si e são tratadas individualmente pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, o DHPP.

A principal semelhança está na forma como alguns corpos foram encontrados. Em determinadas ocorrências, as vítimas estavam dentro de sacos plásticos ou envolvidas em lençóis, cobertores e outros tecidos.

Os métodos usados nos homicídios, entretanto, são diferentes. Há casos envolvendo corpos esquartejados, decapitados, baleados e queimados.

Dos nove corpos encontrados, oito vítimas já foram identificadas. São sete homens e uma mulher. Até o momento, nenhum acusado foi preso pelos crimes.

Os investigadores apuram quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste. Não há registro desse tipo de ocorrência na região central da cidade.

Entre os episódios está o de 5 de setembro, quando um corpo foi encontrado ensacado e amarrado em uma rua do Jabaquara. Em 19 de setembro, outro corpo foi localizado esquartejado em um barranco no Jaçanã. Já em 27 de setembro, uma cabeça humana foi encontrada em uma praça no Jardim São Luís.

A polícia também considera que algumas vítimas tinham antecedentes criminais. Essa informação é analisada junto a outras possibilidades, como vingança, justiçamento, desavenças e eventual participação de integrantes de facção criminosa.

Apesar da semelhança na ocultação de alguns corpos, a Secretaria da Segurança Pública afirma que esse fator, isoladamente, não demonstra ligação entre os crimes. A pasta também informou que os casos têm dinâmicas, locais e métodos distintos.

Todos os homicídios possuem inquéritos instaurados e continuam sendo investigados pelo DHPP.

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