Um homem de 36 anos foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira (4), em Bauru, após sair de um supermercado sem pagar por carnes e queijos. Durante a tentativa de contê-lo, um sargento da Polícia Militar da reserva foi atingido no rosto com um soco e teve os óculos quebrados.
A ocorrência começou em um estabelecimento situado na avenida José Henrique Ferraz, no Jardim Ouro Verde. Conforme o boletim de ocorrência, o homem colocou diversos produtos em uma cesta, passou pela área dos caixas sem pagar e deixou o supermercado.
O gerente tentou impedir a fuga e recebeu auxílio do policial da reserva. Ainda segundo o registro, o suspeito reagiu e golpeou o sargento no rosto. A agressão provocou ferimento com sangramento intenso e danificou os óculos do policial.
Mesmo ferido, o sargento conseguiu recuperar a cesta com os produtos. O suspeito correu pela região e foi seguido pela vítima, sendo alcançado na rua Cyro Wenceslau com a ajuda de populares.
Entre os itens recuperados estavam três peças de maminha, duas de fraldinha, três peças de queijo minas padrão e quatro peças de queijo de búfala. Conforme os valores descritos no boletim, as mercadorias somavam R$ 663,56.
Quando a equipe policial chegou, encontrou o homem exaltado e agressivo, além de apresentar intensa sudorese e sangramento pelo nariz. Os agentes utilizaram algemas para evitar uma possível fuga e preservar a integridade do próprio detido e dos policiais.
O homem foi levado ao Pronto-Socorro Central, recebeu atendimento médico e acabou liberado. Na sequência, foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru com o policial ferido e os demais envolvidos.
Caso é registrado como roubo impróprio
A Polícia Civil registrou a ocorrência, em tese, como roubo impróprio consumado e lesão corporal dolosa. A classificação considera que a violência teria ocorrido depois da subtração das mercadorias, durante a tentativa de fuga.
Foi elaborado Auto de Prisão em Flagrante. A autoridade policial também solicitou a prisão preventiva do homem, apontando a necessidade de preservar a ordem pública, garantir a instrução do processo e avaliar os riscos relacionados à eventual liberdade do investigado.
O homem passou por exame de corpo de delito e permaneceu à disposição da Justiça para audiência de custódia.
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