Uma mulher procurou a Polícia Civil de Glicério, no início da tarde de quinta-feira (27), para denunciar um suposto golpe envolvendo a troca de um carro por um terreno que não teve a documentação entregue. O caso veio à tona depois que ela tomou conhecimento, pela imprensa, de uma investigação envolvendo o mesmo imóvel e o homem com quem havia negociado.
A investigação, conduzida pelo delegado Marcel Basso, já identificou pelo menos 11 vítimas, incluindo pessoas de Araçatuba. O investigado foi indiciado por estelionato e teve a prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil, mas a Justiça negou o pedido. Ele nega os crimes.
No novo relato, a mulher contou que havia anunciado no Facebook Marketplace um carro por R$ 15 mil. O investigado entrou em contato após visualizar o anúncio e passou a conversar com ela pelo WhatsApp.
Segundo a vítima, ele propôs trocar o veículo por um terreno que afirmou ser de sua propriedade, localizado no Residencial Nova Glicério. Durante as tratativas, teria garantido que o imóvel estava quitado e sem qualquer impedimento.
O acordo foi fechado com o carro e mais R$ 15 mil em dinheiro como parte do pagamento por um terreno avaliado em R$ 30 mil. O veículo possuía ainda um aparelho de som automotivo avaliado em R$ 8 mil. Conforme o relato, o investigado propôs ficar com o equipamento como forma de quitar essa diferença, e a mulher concordou.
O carro foi entregue no fim de fevereiro. Posteriormente, em 18 de março, as partes assinaram um contrato no qual o investigado declarou que o terreno estava livre de dívidas, ônus e impedimentos judiciais.
A documentação do imóvel, porém, não foi entregue. De acordo com a mulher, o homem passou a apresentar justificativas para adiar a entrega da escritura e dos demais documentos.
Em determinado momento, ela chegou a anunciar o terreno para venda. Foi então que outra pessoa entrou em contato e afirmou também ter adquirido o mesmo imóvel do investigado.
A mulher buscou informações junto à loteadora responsável pelo terreno, com sede em Birigui. Segundo o que foi relatado por ela à polícia, a empresa confirmou que o investigado havia comprado o imóvel, mas teria pago somente duas parcelas do financiamento. Diante da falta de pagamento, a loteadora teria recorrido à Justiça para recuperar o terreno.
Após tomar conhecimento da investigação e do indiciamento divulgado pela imprensa, a mulher decidiu registrar o boletim de ocorrência. O caso será apurado pela Polícia Civil.
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