A Justiça do Distrito Federal manteve, no fim da tarde desta sexta-feira (14), a prisão em flagrante de Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos. Ela havia sido detida na quinta-feira (13), em Brasília, após ser acusada de dirigir ofensas racistas a funcionários de um hotel na Asa Norte.
Segundo os relatos apresentados às autoridades, Lusimar teria gravado as agressões em vídeo e publicado o material nas redes sociais. O episódio teria ocorrido pela segunda vez em um intervalo de dois dias envolvendo trabalhadores do mesmo estabelecimento.
Durante a audiência de custódia, Lusimar afirmou não possuir diagnóstico de transtorno mental. A avaliação registrada no procedimento descreve que ela se mostrou respeitosa, cooperativa e clara ao se comunicar.
Uma pessoa próxima, porém, informou às autoridades que Lusimar teria diagnóstico de esquizofrenia. Segundo esse relato, ela não reconheceria a existência da doença nem a necessidade de tratamento.
Após ser encaminhada para instituições destinadas ao atendimento de pessoas em situação de rua no Distrito Federal, Lusimar declarou que não tinha interesse nem considerava necessário receber acompanhamento profissional.
A avaliação psicológica feita durante o procedimento recomendou que, caso a prisão preventiva seja mantida, ela passe por atendimento da equipe de saúde da unidade prisional onde permanecer. O objetivo é avaliar seu estado de saúde e definir os encaminhamentos considerados necessários.
Histórico
Lusimar também é investigada por outro episódio de racismo. Em novembro de 2025, ela teria ofendido um segurança de um hotel em São Paulo e acabou denunciada pelo Ministério Público por racismo.
Natural de Montes Claros de Goiás, Lusimar perdeu os pais ainda na infância e foi criada pelos avós. Ela é formada em Administração de Empresas e afirma trabalhar como diarista uma vez por semana.
Lusimar vive em situação de rua desde 2007. Segundo as informações do caso, ela deixou um hospital psiquiátrico e posteriormente foi considerada desaparecida pela avó.
Depois, mudou-se para o Distrito Federal, onde passou a ser conhecida nas redes sociais como “A Menina do Ministério Etrom”, expressão relacionada à palavra “morte” escrita ao contrário.
Vídeos e registros de Lusimar circulando pelas ruas de Brasília ganharam ampla repercussão nas redes sociais. Ela passou a reunir seguidores principalmente por falas desconexas e episódios de ataques.
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