Um homem de 30 anos foi socorrido em estado grave no início da noite desta quarta-feira (18), após uma briga dentro de uma assistência técnica de celulares localizada na rua XV de Novembro, na região central de São José do Rio Preto (SP). O dono do estabelecimento, de 27 anos, é apontado como suspeito da agressão e deixou o local antes da chegada das autoridades. O caso é investigado como tentativa de homicídio.
De acordo com a Guarda Civil Municipal, equipes faziam patrulhamento de rotina quando foram alertadas por pessoas que pediam socorro na esquina com a rua Siqueira Campos. No ponto indicado, os agentes encontraram o homem com forte sangramento no braço direito, que apresentava vários cortes profundos.
Os guardas aplicaram um torniquete para conter a hemorragia e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A vítima foi levada ao Hospital de Base, onde a equipe médica identificou quadro compatível com choque hipovolêmico, situação provocada por grande perda de sangue, além de ferimentos graves no membro atingido.
No local da ocorrência, os agentes verificaram que a porta de vidro da loja estava quebrada. Havia marcas de sangue e estilhaços, mas nenhum objeto utilizado na agressão foi encontrado. Mesmo ferido, o homem afirmou que teria sido atacado com uma ferramenta agrícola, sem informar o motivo do desentendimento.
Uma mulher de 23 anos, companheira do proprietário e moradora dos fundos do imóvel, relatou que o filho do casal, de três anos, estava com o pai quando a vítima chegou. Segundo ela, houve uma discussão, mas não acompanhou todo o episódio porque saiu de casa em alguns momentos. Ao perceber que o conflito aumentava, disse que decidiu acionar a polícia. Ela afirmou que, durante a ligação, os dois passaram a se agredir, mas não soube dizer como o ferimento ocorreu.
A mulher declarou ainda que o homem ferido é conhecido da família e mantém com o comerciante a posse compartilhada de um imóvel em outro bairro da cidade. Após a confusão, segundo ela, teria feito ameaças contra ela e familiares. A jovem manifestou interesse em registrar queixa por ameaça.
Um terceiro homem, que se apresentou como irmão do dono da loja, relatou que já existiam desentendimentos anteriores envolvendo questões financeiras e convivência no imóvel dividido.
O suspeito não foi localizado até o momento. A área foi isolada para realização de perícia técnica, e imagens de câmeras de segurança instaladas no estabelecimento devem ser analisadas para esclarecer a sequência dos fatos.
A Polícia Civil apura o caso.
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