O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, admitiu à Polícia Civil ter assassinado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 em Caldas Novas, no sul de Goiás. O corpo da vítima foi localizado em uma área de mata após o investigado levar pessoalmente os agentes até o local. A identificação ocorreu já com o cadáver em avançado estado de decomposição.
De acordo com a investigação, Cléber está preso e passou a colaborar durante o interrogatório. Aos policiais, afirmou ter matado Daiane após uma discussão no subsolo do edifício onde ambos se encontravam na noite do desaparecimento. Em seguida, segundo o relato, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.
A versão apresentada contradiz o primeiro depoimento do síndico, quando ele disse que não havia saído do prédio naquela noite. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram o veículo de Cléber deixando o condomínio por volta das 20h, o que confirmou a movimentação descrita na confissão.
A apuração indica ainda que o filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, foi preso sob suspeita de envolvimento no crime. O porteiro do condomínio também foi levado para prestar esclarecimentos, já que Daiane morava e administrava apartamentos da família de Cléber no mesmo prédio.
A corretora desapareceu após ir ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram Daiane entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, período que coincide com o retorno da vítima ao subsolo. Não há registros de saída do local nem retorno ao apartamento.
Outro elemento da investigação é o hábito de Daiane de registrar deslocamentos com o celular e enviar os vídeos para uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo na noite do desaparecimento, não foi encaminhado às autoridades e não foi encontrado.
No dia em que sumiu, Daiane usava roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais. Ela também não embarcou para uma viagem marcada para Uberlândia, em Minas Gerais, onde passaria o período de Natal, e não fez contato com familiares após a manhã do dia 17, fator que contribuiu para a suspeita de violência desde os primeiros dias do caso.
A Polícia Civil mantém a investigação em andamento para esclarecer a dinâmica do homicídio, indicar a eventual participação de outras pessoas e detalhar o grau de envolvimento dos suspeitos já detidos. Análises de imagens, depoimentos e perícias técnicas seguem em curso.
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