O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, em apuração relacionada ao Banco Master. O despacho foi publicado no sábado (27).
A solicitação havia sido apresentada pelo advogado Enio Martins Murad. Na representação, ele apontava suposta interlocução entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em benefício de interesses privados da instituição financeira, conforme relatos divulgados pela imprensa.
O pedido também mencionava a existência de um contrato de prestação de serviços advocatícios entre Viviane Barci de Moraes e o Banco Master. Com base nesses elementos, o advogado levantou a possibilidade de crimes como tráfico de influência, advocacia administrativa e violação a princípios da administração pública.
Ao analisar o caso, Paulo Gonet afirmou haver ausência de elementos mínimos que sustentassem a abertura de investigação. Segundo o procurador-geral, não foram apresentados indícios materiais ou provas concretas capazes de corroborar as acusações formuladas.
No despacho, Gonet destacou que as reportagens citadas não trouxeram dados objetivos que confirmassem as suspeitas, mantendo a narrativa no campo das conjecturas. Ele também ressaltou que o sigilo da fonte jornalística, previsto na Constituição, impede o aprofundamento de apurações baseadas exclusivamente em relatos de interlocutores não identificados.
Em relação ao contrato mencionado entre a advogada e o Banco Master, o procurador-geral afirmou não haver, em análise preliminar, indícios de ilegalidade que justificassem a atuação do Ministério Público. Para a Procuradoria-Geral da República, os fatos apresentados não indicam materialidade de ilícitos nas esferas cível, penal ou administrativa.
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