Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante na tarde desta quarta-feira (28) em Birigui, no interior de São Paulo, acusada de tentar matar um guarda municipal no Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP). Segundo a polícia, ela jogou álcool sobre o servidor público e tentou atear fogo utilizando um isqueiro.
O caso ocorreu por volta das 14h30. Uma equipe da Guarda Municipal foi acionada após a informação de um desentendimento entre um agente e uma mulher em situação de rua que frequenta o local. Ao chegarem, os guardas encontraram o colega com as roupas encharcadas de combustível.
De acordo com o relato da vítima, enquanto ele exercia suas funções no Centro POP, a mulher arremessou um galão contendo etanol sobre seu corpo e tentou incendiá-lo. Durante a ação, ela teria proferido ameaças de morte. Diante da situação, o guarda sacou a arma para impedir que o fogo fosse iniciado. Uma assistente social que estava no local confirmou a versão apresentada.
Após ser contida, a acusada confessou que pretendia matar o guarda. Ela afirmou que agiu por vingança, alegando supostos maus-tratos e ofensas em atendimentos anteriores. A polícia apurou que a mulher está em situação de rua há cerca de 45 dias e não possui endereço fixo no município. Em depoimento, ela confirmou a intenção de incendiar o servidor público e declarou não demonstrar arrependimento.
A polícia também ouviu um homem que acompanhava a acusada. Ele relatou que comprou o combustível e deu carona à mulher após um acordo, no qual receberia um programa sexual. Segundo ele, não tinha conhecimento de que o etanol seria utilizado em uma tentativa de homicídio. A autoridade policial entendeu que, até o momento, não há indícios de participação dele no crime e determinou sua liberação.
Com a acusada, foi apreendido um isqueiro. A perícia recolheu o galão de cinco litros utilizado para transportar o combustível.
A ocorrência foi registrada e conduzida pelo delegado Eduardo Lima de Paula, que determinou a prisão em flagrante da mulher por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil. O delegado também representou pela prisão preventiva, apontando risco à integridade de testemunhas e servidores do Centro POP caso a acusada fosse colocada em liberdade.
Após o interrogatório, a mulher permaneceu à disposição da Justiça e deve ser apresentada em audiência de custódia.
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