Lula discute convite para Conselho de Paz com Trump e sugere foco exclusivo em Gaza

 

Foto: Reprodução | Andrew Harnik - Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou nesta segunda-feira (26) uma chamada telefônica de aproximadamente 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo informações do Palácio do Planalto, o diálogo abordou principalmente o convite feito pelo governo norte-americano para que o Brasil integre o Conselho de Paz, órgão proposto por Washington.

No contato, Lula manifestou preocupação com o escopo da iniciativa, que, segundo o projeto apresentado pelos EUA, poderia atuar sobre conflitos diversos ao redor do mundo. O presidente brasileiro sugeriu que a atuação do conselho seja restrita à guerra na Faixa de Gaza e inclua representação palestina. A proposta de adesão ainda não foi formalmente respondida por Brasília.

Também durante a ligação, o chefe do Executivo retomou a defesa por mudanças estruturais na Organização das Nações Unidas (ONU), com ampliação do número de países com assento permanente no Conselho de Segurança. A posição foi transmitida como parte do contexto diplomático envolvendo o convite norte-americano.

O telefonema desta segunda foi o terceiro entre os dois presidentes. Na sexta-feira (23), Lula havia criticado publicamente a proposta do Conselho de Paz, afirmando que Trump buscaria criar uma nova estrutura paralela à ONU. As declarações ocorreram no momento em que o governo brasileiro vinha avaliando os impactos da iniciativa no multilateralismo e no equilíbrio internacional.

Ainda no diálogo com o republicano, Lula demonstrou interesse em viajar a Washington após retornar de compromissos previstos na Índia e na Coreia do Sul, no período pós-Carnaval. A estimativa inicial é de que o encontro presencial entre os chefes de Estado ocorra em março.

A situação política e humanitária da Venezuela também entrou na pauta. Esta foi a primeira conversa entre Lula e Trump desde a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro destacou a necessidade de preservar a estabilidade na América do Sul e a importância de medidas que garantam o bem-estar da população venezuelana.

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Da Redação, Danilo Amaral

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